O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início ao julgamento de Jair Bolsonaro e mais sete réus no dia 2 de setembro, em um caso que envolve acusações de tentativa de golpe contra o Estado Democrático. As sessões estão programadas para ocorrer ao longo de duas semanas, com horários definidos para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, abrangendo manhãs e tardes. Os réus incluem ex-ministros e outros altos membros do governo anterior, todos acusados de integrar uma organização criminosa.
As acusações contra Bolsonaro são severas, com a Procuradoria Geral da República o considerando o “principal articulador” das ações que visavam a ruptura da ordem democrática após sua derrota nas eleições de 2022. Entre os crimes atribuídos estão organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com penas que podem totalizar até 43 anos de prisão. O julgamento será conduzido por um colegiado de ministros do STF, incluindo Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
As implicações deste julgamento são profundas para a política brasileira, pois uma condenação não apenas afetaria a liberdade dos réus, mas também poderia resultar na perda de cargos públicos e mandatos eletivos. A decisão do STF poderá redefinir o futuro político de Bolsonaro e seus aliados, além de impactar a confiança nas instituições democráticas do país. O desfecho deste caso será observado atentamente tanto no Brasil quanto internacionalmente.