O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início na próxima terça-feira (2) ao julgamento de Jair Bolsonaro e sete de seus ex-auxiliares, acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de formarem uma organização criminosa para tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento contará com a presença de 501 jornalistas de diversos veículos de comunicação e um reforço significativo na segurança, refletindo a importância do caso para a política nacional.
As sessões do julgamento estão programadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, quando as sentenças devem ser anunciadas. O STF recebeu também mais de 3.300 pedidos do público para acompanhar as audiências. Além disso, a segurança será intensificada em Brasília, especialmente devido ao feriado da Independência, que coincide com o período do julgamento, com a presença da tropa de choque da Polícia Militar e varreduras de segurança.
As repercussões do julgamento vão além das fronteiras brasileiras, com o presidente Lula criticando o deputado Eduardo Bolsonaro por suas declarações nos EUA, que podem impactar as relações bilaterais. A revista The Economist destacou o caso como um exemplo de soberania brasileira, comparando-o aos eventos que ocorreram nos Estados Unidos em janeiro de 2020. O clima político permanece tenso, com Bolsonaro sob prisão domiciliar e sem confirmação de sua presença no tribunal.