O Instituto Combustível Legal (ICL) manifestou apoio, nesta quinta-feira (28), à megaoperação deflagrada pela Receita Federal e outros órgãos para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, com envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação investiga diversos segmentos da cadeia de combustíveis, incluindo importação e distribuição, onde grupos criminosos utilizavam fintechs para ocultar patrimônio e lavar dinheiro.
O ICL enfatiza que a ação integrada entre a Receita Federal, o Ministério Público de São Paulo, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e as polícias Civil e Militar de São Paulo é crucial para alertar a sociedade sobre a expansão do crime organizado em setores formais. Emerson Kapaz, presidente do ICL, destacou que essa operação pode ser um marco na luta contra práticas ilícitas no Brasil, ressaltando a necessidade de leis mais rigorosas para punir devedores contumazes.
As investigações revelaram que o sofisticado esquema criminoso não apenas lavava dinheiro, mas também gerava lucros elevados na cadeia produtiva de combustíveis. A Receita Federal identificou pelo menos 40 fundos de investimentos ligados ao PCC, totalizando R$ 30 bilhões, que eram utilizados para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento financeiro. O impacto dessa operação pode ser significativo, afetando tanto a segurança pública quanto a concorrência no setor.