A operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em 28 de agosto, tem como alvo a gestora REAG Investimentos e seu presidente, João Carlos Falpo Mansur. No dia 11 de agosto, Mansur se reuniu com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, o que levanta questões sobre possíveis ligações com atividades ilícitas. Os investigadores alegam que Mansur estruturou fundos de investimento utilizados pelo empresário Mohamad Hussein Mourad para lavagem de dinheiro, o que pode ter repercussões significativas para a reputação da REAG e suas operações no mercado financeiro.
A REAG Investimentos, considerada a maior gestora independente do Brasil, possui R$ 299 bilhões sob gestão e tem uma presença marcante em Brasília. A empresa já foi alvo de investigações anteriores e mantém contatos frequentes com diversas instituições governamentais. A reunião entre Mansur e Galípolo foi registrada na agenda oficial do presidente do BC, mas a falta de resposta sobre o encontro levanta dúvidas sobre a transparência das interações entre o setor privado e o governo.
As implicações da operação Carbono Oculto são vastas, afetando não apenas a REAG, mas também o setor financeiro como um todo. Com 350 mandados de busca e apreensão cumpridos, os investigadores estão aprofundando as conexões entre empresários e um esquema fraudulento no setor de combustíveis. A continuidade das investigações poderá revelar mais detalhes sobre a extensão das atividades ilícitas e a possível complicidade de outras entidades financeiras.