O líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira (28) que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a revalidação de dados para os usuários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A declaração foi feita durante a sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga os desvios bilionários do instituto, referindo-se à medida provisória 871 de 2019, que exigia reavaliação a cada dois anos. Em 2022, essa exigência foi revogada, e Randolfe destacou que a oposição e a bancada do PT tentaram derrubar o veto presidencial ao mecanismo. Durante o questionamento de uma testemunha convocada, a defensora pública Patrícia Bettin corroborou a afirmação de Randolfe, indicando que, caso o mecanismo tivesse sido implementado ou se o governo anterior tivesse adotado a mesma medida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as fraudes poderiam ter sido evitadas. A oposição reagiu, alegando que a base governista não assinou a CPMI, enquanto o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), controlou as divergências no plenário.