As queimadas em Goiás apresentaram um aumento alarmante de 152% entre os dias 11 e 24 de agosto de 2025, com o número de focos saltando de 288 para 728, segundo informações do Cimehgo. Embora o crescimento seja significativo, os dados ainda são inferiores aos do mesmo período em 2024, quando foram registrados mais de 1,3 mil focos. O fenômeno climático conhecido como 30-30-30, caracterizado por altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes, contribui para a rápida propagação dos incêndios.
O gerente do Cimehgo, André Amorim, enfatiza que a principal causa das queimadas é a ação humana, incluindo práticas como queima de lixo e incêndios criminosos, que não apenas destroem o solo e a biodiversidade, mas também poluem o ar e colocam vidas em risco. Entre 2021 e 2023, Goiás conseguiu reduzir cerca de 60% da área queimada graças ao trabalho de brigadistas e órgãos como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. Em resposta ao aumento dos focos em 2024, o governo formou uma força-tarefa coordenada pela Semad para mitigar os danos.
Amorim alerta que “fogo não é solução, é crime”, reforçando a importância da conscientização sobre as queimadas. A Semad também destaca que um decreto estadual proíbe queimadas durante a estiagem e prevê punições para infratores. A situação atual exige atenção redobrada para evitar que pequenos focos se transformem em incêndios devastadores.