MOSCOU – O presidente russo Vladimir Putin está empenhado em reverter a recente queda no comércio com a China, que se intensificou após um pico histórico durante a guerra na Ucrânia. Com uma reunião agendada para este fim de semana com o líder chinês Xi Jinping em Tianjin, Putin enfrenta a preocupação de que o volume de negócios tenha diminuído 8,1% de janeiro a julho de 2025, em comparação ao ano anterior. As importações de veículos e as exportações de petróleo são os principais fatores dessa redução, conforme dados da alfândega chinesa.
A relação comercial entre Rússia e China, que alcançou um recorde de US$245 bilhões em 2024, é crucial para Moscou, especialmente após o isolamento imposto pelos parceiros ocidentais. Embora haja uma retórica de amizade entre os dois países, fontes próximas ao governo russo reconhecem que a China age principalmente em seus próprios interesses, o que levanta questões sobre a verdadeira natureza dessa aliança. A dependência da Rússia em relação à tecnologia e recursos chineses é evidente, com autoridades russas admitindo que sem essa colaboração, sua economia poderia ter colapsado.
A cúpula da Organização de Cooperação de Xangai representa uma oportunidade para ambos os líderes discutirem formas de revitalizar o comércio, especialmente nas áreas de agricultura e energia. No entanto, a dinâmica desigual entre as duas economias levanta preocupações sobre o futuro dessa parceria. Enquanto Putin busca fortalecer laços com Pequim, a realidade é que a China mantém uma posição dominante, o que pode complicar as aspirações russas por uma relação mais equilibrada.