A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar um pedido de investigação contra o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionado às suas decisões sobre a disputa pela presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, concluiu que não existem indícios mínimos que justifiquem a abertura de uma investigação formal. A representação foi feita pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR), que acusou Mendes de beneficiar Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da CBF, em suas decisões.
O arquivamento do pedido ocorreu após uma análise da Assessoria Jurídica Criminal da PGR, que considerou o contrato entre o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), do qual Gilmar é sócio, e a CBF insuficiente para comprovar qualquer irregularidade. Kilter criticou a decisão, apontando para uma possível impunidade e questionando a relação entre Gonet e Mendes, ambos com histórico de parceria acadêmica. Mendes, por sua vez, defendeu sua posição, afirmando que não há conflito de interesses em sua atuação.
As implicações desse arquivamento são significativas, pois levantam preocupações sobre a transparência e a ética nas decisões judiciais no Brasil. A relação próxima entre os envolvidos pode gerar desconfiança pública em relação à imparcialidade do sistema judiciário. A situação destaca a necessidade de um debate mais amplo sobre a ética nas instituições e a responsabilidade dos agentes públicos em suas decisões.