A Petrobras encerrou na quarta-feira, 27 de agosto de 2025, a Avaliação Pré-Operacional (APO), última etapa de testes necessários para obter a licença de prospecção de petróleo na Margem Equatorial. A companhia mobilizou 12 embarcações e mais de 400 pessoas durante os quatro dias de exercícios, que começaram no domingo, 24 de agosto. Agora, a estatal aguarda a manifestação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sobre o desempenho da empresa, com previsão de resposta até o final da primeira semana de setembro.
A APO incluiu testes de contenção de óleo, monitoramento da fauna marinha e protocolos de resgate e comunicação de emergência, visando garantir que todas as operações da Petrobras estejam em conformidade com as normas ambientais e de segurança antes da obtenção da licença para perfuração. Em 2023, o Ibama negou licença para exploração na Foz do Amazonas, e a Petrobras solicitou reconsideração, alegando que a demora no processo resultou em custos de R$ 4 milhões por dia.
A Margem Equatorial, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá, é considerada uma nova fronteira para exploração de petróleo e gás, especialmente após descobertas significativas na Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Atualmente, a Petrobras possui autorização para perfurar apenas na costa potiguar, o que torna a obtenção da licença na Margem Equatorial um passo crucial para suas operações futuras na região.