Operações do Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e Polícia Federal desarticularam um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis, nesta quinta-feira (28). O Procurador Geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, comentou o caso em entrevista à CNN, afirmando que “o Estado tem que ser mais organizado que o crime” e ressaltou a importância da colaboração entre os órgãos envolvidos.
A investigação revelou que o PCC expandiu suas atividades do tráfico de drogas para setores da economia formal, infiltrando-se em usinas de açúcar, empresas de transporte e terminais portuários. O grupo criminoso utilizou brechas regulatórias, especialmente no setor de fintechs, para realizar operações de lavagem de dinheiro em larga escala. Apesar das 14 ordens de prisão expedidas, apenas seis foram cumpridas, levantando questionamentos sobre possíveis vazamentos.
Como resposta ao esquema descoberto, novas medidas de controle estão sendo implementadas. A Receita Federal anunciou que começará a fiscalizar as fintechs com rigor semelhante ao aplicado aos bancos tradicionais. A operação marca um avanço significativo no combate ao crime organizado e destaca a necessidade urgente de aprimorar os mecanismos de controle existentes para prevenir futuras ações criminosas no setor.