Uma megaoperação realizada na segunda-feira (28) revelou a participação da facção criminosa PCC na adulteração de combustíveis no Brasil, utilizando metanol para misturar com gasolina e etanol. O metanol é um composto mais barato e de difícil detecção, que pode ser encontrado em até 90% da mistura em alguns postos, muito acima do limite de 0,5% permitido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Essa prática compromete a eficiência dos veículos, já que o metanol possui 25% menos energia que o etanol, além de causar danos ao motor e riscos à saúde humana.
Os especialistas alertam que a mistura inadequada pode levar ao superaquecimento do motor e à corrosão de componentes, exigindo substituições dispendiosas. Além disso, a combustão do metanol gera maior poluição e pode contaminar o lençol freático em caso de derramamento. A ANP permite a presença de metanol como subproduto do etanol, mas não sua adição intencional, o que levanta questões sobre a fiscalização e a segurança dos combustíveis comercializados.
A situação destaca a necessidade urgente de uma fiscalização mais rigorosa e de políticas públicas eficazes para combater a adulteração de combustíveis no Brasil. Com o aumento da utilização de metanol, é crucial que os consumidores estejam cientes dos riscos associados e que as autoridades tomem medidas para proteger tanto os veículos quanto a saúde pública. A adulteração não só prejudica os motoristas, mas também afeta o meio ambiente e a economia local.