O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (28) a ‘Operação Carbono Oculto’, considerada a maior ação do poder público brasileiro contra o crime organizado, com um impacto financeiro estimado em R$ 70 bilhões. A operação visa desmantelar um intrincado esquema de fraudes no setor de combustíveis, que envolve o Primeiro Comando da Capital (PCC) e resultou em R$ 7,6 bilhões em tributos sonegados. O procurador da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que esta megaoperação representa um marco histórico no combate ao crime organizado. Durante a coletiva de imprensa, Barreirinhas enfatizou que a operação mapeou uma vasta rede de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, revelando como o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para ocultar suas atividades. A investigação também revelou que a fraude principal envolvia a importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, utilizado para adulterar combustíveis. As implicações dessa operação são profundas, pois não apenas afetam a economia, mas também expõem a fragilidade do sistema de controle sobre atividades ilícitas no setor.