Rubens Ometto, fundador da Cosan, afirmou nesta quinta-feira (28) que a presença de organizações criminosas no setor de combustíveis é um problema que perdura há décadas no Brasil. Sua declaração ocorreu durante o 33º Congresso & Expo Fenabrave, em São Paulo, e foi feita em referência à Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro com a participação do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ometto destacou que a adulteração de combustíveis já era uma preocupação conhecida quando a Cosan adquiriu a Esso em 2008, ressaltando que essa questão afastou muitos investidores do país por medo de se tornarem alvos de facções criminosas.
O empresário enfatizou que a ilegalidade no setor é um “câncer” que precisa ser combatido. Ele também comentou sobre a valorização das ações da Raízen, empresa da Cosan que distribui combustíveis sob a marca Shell, que registraram alta superior a 10% na B3 após suas declarações. Ometto questionou se essa valorização era suficiente, refletindo sua preocupação com a situação do mercado e a necessidade de um ambiente mais seguro para os investidores. A fusão entre Shell e Cosan em 2011 resultou na criação da Raízen e no fechamento dos postos da marca Esso no Brasil, evidenciando as mudanças significativas no setor desde então.