Mohamad Mourad, identificado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como o epicentro de um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis, foi alvo da Operação Carbono Oculto, realizada em 28 de agosto de 2025. Ele se apresenta como proprietário da G8 Log, uma empresa de transportes que, segundo as investigações, é uma fachada utilizada para lavagem de dinheiro e ocultação de ativos. O esquema abrange toda a cadeia produtiva do setor, incluindo usinas de etanol e distribuidoras, e as operações investigadas superam a cifra de R$ 8,4 bilhões.
A investigação revela que a rede de Mohamad Mourad é extensa, envolvendo familiares e sócios em terminais de armazenamento e postos de combustíveis. A Copape, uma das maiores distribuidoras do país, também está sob suspeita, tendo sido fechada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) devido a irregularidades e seu suposto vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em um vídeo publicado no LinkedIn, Mourad defendeu a empresa e alegou que as investigações eram parte de uma guerra entre concorrentes.
As implicações da Operação Carbono Oculto são significativas, não apenas pela magnitude das fraudes reveladas, mas também pela conexão com o crime organizado. A continuidade das investigações pode levar a novas descobertas sobre a corrupção no setor de combustíveis e suas ligações com grupos criminosos, além de impactar a confiança do público nas empresas envolvidas e na regulação do setor.