O presidente da Argentina, Javier Milei, desqualificou as acusações de corrupção que envolvem sua irmã, Karina Milei, chamando-as de ‘farsa da semana’ durante um evento em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, nesta quinta-feira (28). As alegações foram impulsionadas por áudios vazados que implicam Karina e outros membros do governo em um suposto esquema de propinas na compra de medicamentos. Milei atribuiu as acusações a seus rivais políticos kirchneristas, referindo-se a eles como parte da ‘casta’.
O escândalo começou após a divulgação de gravações feitas por Diego Spagnuolo, ex-dirigente da Agência Nacional da Pessoa com Deficiência (ANDIS), que foi demitido recentemente. Nos áudios, Spagnuolo menciona subornos que beneficiariam Karina e Eduardo ‘Lule’ Menem, subsecretário de Gestão Institucional. A Justiça já realizou buscas relacionadas ao caso, mas a veracidade das gravações ainda não foi confirmada.
Com as eleições se aproximando, as implicações desse escândalo podem ser significativas para a administração de Milei. O presidente enfrenta crescente pressão tanto da oposição quanto da população, evidenciada por um recente ataque durante uma carreata. A situação levanta questões sobre a integridade do governo e a confiança pública em meio a um clima político conturbado na Argentina.