O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, anunciou a liberação de documentos não sigilosos relacionados a investigações sobre fraudes na Previdência Social para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS. A confirmação veio do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), após uma reunião com Mendonça no Supremo. Os parlamentares ressaltaram que a comissão terá acesso apenas a documentos que não estejam sob apuração da Polícia Federal.
Durante a primeira reunião da CPMI, foi aprovada a convocação de todos os ex-ministros da Previdência entre 2015 e 2025, além de dez ex-presidentes do INSS e dirigentes de entidades mencionadas nas investigações. O senador Viana indicou que acareações poderão ser realizadas caso haja divergências nas informações apresentadas por ministros e dirigentes de associações. Essa estratégia visa esclarecer possíveis omissões ou mentiras durante os depoimentos.
Com prazo final previsto para março de 2026, a CPMI do INSS deve se tornar um foco significativo de desgaste para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo semestre. A oposição, em uma articulação silenciosa, conseguiu eleger tanto o presidente quanto o relator da comissão, frustrando as tentativas do Planalto de manter controle político sobre os trabalhos.