O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, anunciou a liberação de acesso a investigações sobre fraudes no INSS à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o caso. A informação foi divulgada em uma reunião realizada em 27 de agosto pelos presidentes da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo os parlamentares, o STF fornecerá documentos não sigilosos e que não estejam sob investigação da Polícia Federal, com a expectativa de que essas informações sejam tornadas públicas em até dois meses.
A CPI do INSS, que está sob controle da oposição até 2026, planeja realizar acareações entre ex-ministros da Previdência e diretores de associações que tiveram acesso à pasta durante o período das fraudes. O presidente da CPI, Carlos Viana, destacou que se houver divergências nas informações apresentadas, será necessário investigar quem pode ter mentido ou omitido dados relevantes. A comissão já aprovou convites para ouvir todos os ex-ministros da Previdência entre 2015 e 2025 e convocou dez presidentes do INSS e diretores de associações mencionadas nas investigações.
Este desenvolvimento representa um desafio significativo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrenta um cenário complicado com a CPI do INSS. A comissão, com data final prevista para março de 2026, poderá impactar a administração atual, especialmente considerando que a oposição já articula estratégias para manter o controle dos trabalhos. A situação exige atenção redobrada do governo diante das investigações e possíveis consequências políticas.