Uma megaoperação policial, realizada na quinta-feira em São Paulo, mobilizou cerca de 1.400 agentes para cumprir mandados da Carbono Oculto, a maior ação contra o crime organizado na história do Brasil. O foco da operação foi desmantelar a infiltração do PCC em empresas de combustíveis e no mercado financeiro, evidenciando como a facção se expandiu além do tráfico de drogas para os negócios regulares da economia formal.
A operação revelou que hoje não é mais necessário ser usuário de cocaína para financiar o PCC; basta abastecer o carro em um posto de gasolina. O Ministério Público de São Paulo aponta que a bancarização da facção reduziu a movimentação de dinheiro físico e facilitou investimentos em debêntures e ações, colocando o dinheiro ilícito em circulação nas principais instituições financeiras da Faria Lima, um dos centros financeiros mais importantes do país.
As implicações dessa operação são profundas, pois expõem a fragilidade das práticas de compliance das instituições financeiras diante da infiltração do crime organizado. Com o PCC operando até mesmo por meio de corretoras, surge um desafio significativo para as autoridades e para o setor financeiro, que deve se adaptar rapidamente para evitar que o dinheiro ilícito continue a ser legitimado no sistema econômico.