Uma megaoperação deflagrada em 28 de agosto de 2025 expôs uma grave adulteração de combustíveis em São Paulo, onde até 90% do conteúdo de alguns postos pode ser metanol, um solvente altamente tóxico. A operação mobilizou a Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), visando desarticular um esquema criminoso associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que afeta cerca de 2.500 postos na região.
Desde 2023, o Instituto Combustível Legal tem alertado sobre o aumento da adulteração com metanol, que pode provocar sérios problemas de saúde, incluindo câncer e cegueira. Além disso, o metanol é corrosivo para componentes dos motores, o que pode resultar em danos significativos aos veículos. A ANP já apreendeu grandes quantidades do produto, que é desviado de sua finalidade original ou importado ilegalmente.
A situação levanta preocupações sobre a segurança dos consumidores e a necessidade de vigilância rigorosa nos postos de combustíveis. Frentistas estão entre os mais expostos aos riscos do metanol, o que motivou protestos de sindicatos da categoria. Para se proteger, os consumidores devem escolher cuidadosamente onde abastecem e desconfiar de ofertas muito abaixo do preço de mercado.