Uma megaoperação liderada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo desmantelou um esquema criminoso envolvendo mais de 300 postos de combustíveis que enganavam consumidores com combustível adulterado. A ação, que mirou 350 alvos, revelou que a rede investigada utilizava metanol, uma substância altamente inflamável e corrosiva, como principal componente, representando 90% do produto vendido. O limite permitido pela ANP é de apenas 0,5%.
Os sinais de combustível adulterado incluem perda de potência, dificuldade para ligar o veículo e odores estranhos no escapamento. Especialistas afirmam que o metanol pode danificar componentes do motor e até mesmo a bomba de combustível. Para ajudar os consumidores, a ANP recomenda que todos os postos tenham kits para testes de adulteração, permitindo que os motoristas verifiquem a qualidade do combustível antes de abastecer.
As investigações apontaram que o metanol utilizado nos postos estava sendo importado por empresas de fachada no porto de Paranaguá, no Paraná. Essa operação não apenas visa proteger os consumidores, mas também destaca a necessidade de maior fiscalização no setor de combustíveis, especialmente em relação a práticas ilegais que podem comprometer a segurança e a integridade dos veículos.