A megaoperação Carbono Oculto, considerada a maior ação já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi conduzida com um enfoque em inteligência policial. Em entrevista à EXAME, Leonardo Carvalho, pesquisador sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, avaliou que a operação foi cirúrgica e essencial para desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Carvalho enfatizou que as organizações criminosas formam um grande ecossistema, utilizando negócios legalizados para ocultar suas atividades ilícitas.
A operação não apenas ilustra a eficácia da inteligência na luta contra o crime organizado, mas também ressalta a necessidade de uma abordagem mais integrada e estratégica por parte das autoridades. Segundo Carvalho, a complexidade das redes criminosas exige que as forças de segurança desenvolvam métodos mais sofisticados para enfrentar esses desafios. A ação representa um passo significativo na luta contra o PCC e suas ramificações.
As implicações dessa operação vão além do combate imediato ao crime; ela aponta para a urgência de reformulações nas políticas de segurança pública no Brasil. A necessidade de uma inteligência policial robusta se torna evidente, especialmente em um cenário onde as organizações criminosas se adaptam rapidamente às ações do Estado. O sucesso da Carbono Oculto pode servir como modelo para futuras operações e estratégias de combate ao crime organizado.