Em Sinop, Mato Grosso, na quinta-feira (28), Linacis Lisboa, secretária-adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia, anunciou que um terço da produção de etanol no Brasil será derivado do milho nas próximas safras. Essa mudança, que surpreende especialistas do setor, promete fortalecer a economia circular ao deixar mais cereal disponível no país. No entanto, o avanço traz à tona desafios logísticos que podem afetar a eficiência das usinas.
Atualmente, Mato Grosso é o líder na produção de etanol de milho, com 25 usinas em operação, sendo 17 delas dedicadas exclusivamente ao milho. Outras sete estão em construção e uma está em processo de ampliação. Os dados apresentados por Lisboa durante o seminário Florestar da Arefloresta indicam um crescimento significativo no setor, mas também revelam a necessidade de enfrentar gargalos que podem surgir nos próximos anos.
As implicações desse cenário são profundas para o mercado de etanol no Brasil. A dependência crescente do milho pode alterar a dinâmica do setor sucroalcooleiro e exigir adaptações nas estratégias das usinas. Com a expansão da produção de etanol de milho, é crucial que os produtores e investidores se preparem para os desafios logísticos que podem impactar a oferta e a demanda nesse mercado em transformação.