O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (28) que “o Lulinha paz e amor” estará disponível para conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando este desejar discutir questões comerciais. Em entrevista ao programa Balanço Geral MG, da Rede Record, Lula criticou a atitude de Trump, ressaltando que não há mais espaço para “imperadores” no mundo. Ele afirmou que a falta de diálogo se deve à recusa dos americanos em negociar, apesar da presença de três ministros brasileiros dispostos a conversar.
Lula também enfatizou que aprendeu a manter sua dignidade e não se submeter a outros líderes. Ele criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e destacou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram significativamente, representando apenas 12% do total, em comparação com os 20% no início do século. O presidente ainda apontou que o comércio com a China é muito mais vantajoso, com um superávit de mais de US$ 30 bilhões em relação aos EUA.
As declarações de Lula refletem uma tentativa de reafirmar a posição do Brasil no cenário internacional e a importância de diversificar parcerias comerciais. A crítica à postura de Trump pode indicar uma mudança nas relações diplomáticas entre os dois países, especialmente considerando o crescente comércio brasileiro com a China. O cenário político e econômico global pode ser impactado por essas interações, à medida que o Brasil busca fortalecer sua autonomia nas negociações internacionais.