O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em 28 de agosto de 2025, o reconhecimento do Brasil ao tratado de neutralidade permanente do Canal do Panamá, durante a visita oficial do presidente panamenho, José Raúl Mulino. Em seu discurso, Lula enfatizou a importância da soberania do Panamá sobre o canal, conquistada após décadas de luta, e criticou as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu retomar o controle da via interoceânica. O presidente brasileiro afirmou que o Brasil apoia integralmente a administração panamenha do canal, que é gerido com eficiência e respeito à neutralidade.
Durante a visita, foram firmados memorandos de entendimento entre o Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil e a Autoridade do Canal do Panamá, visando otimizar as exportações brasileiras e modernizar os portos. Além disso, acordos para cooperação em desenvolvimento agrícola e pecuário foram assinados, assim como um contrato para a venda de aeronaves A-29 Super Tucano. Lula também anunciou que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) colaborará com o Panamá na produção de vacinas, fortalecendo laços entre os dois países.
O presidente Mulino confirmou sua participação na COP30, que ocorrerá em Belém, e abordou questões ambientais, como os impactos das migrações nas florestas da Região de Darién. Lula ressaltou a importância da biodiversidade compartilhada entre Brasil e Panamá e pediu a adesão panamenha ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), destacando a necessidade de compensação por serviços ambientais. Ambos os líderes concordaram que é essencial enfrentar os desafios climáticos e proteger seus ecossistemas.