O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estão em uma acirrada disputa de protagonismo em torno da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva contra o crime organizado no Brasil. Deflagrada em 28 de agosto de 2025, a operação mobiliza 1.400 agentes e abrange 200 mandados de busca, com foco na Faria Lima, principal centro financeiro do país, e no setor de combustíveis.
A operação é resultado de um esforço conjunto entre o governo federal e as autoridades estaduais, incluindo a Polícia Federal, a Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante coletiva de imprensa, os ministros da Justiça e da Fazenda destacaram a importância da colaboração entre as esferas governamentais para enfrentar o crime organizado, que se tornou uma questão global. Lula enfatizou que essa ação representa a maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado até o momento.
As implicações dessa operação são profundas, não apenas para a segurança pública, mas também para o cenário político nacional, uma vez que Lula e Tarcísio são potenciais adversários nas eleições de 2026. A disputa pela paternidade da operação e outras iniciativas, como o túnel Santos-Guarujá, revela uma guerra velada entre os dois líderes, que publicamente celebram parcerias enquanto duelam nos bastidores por reconhecimento e influência.