O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (28) que o comércio internacional é “usado como instrumento de coerção”. A declaração foi feita durante uma agenda ao lado do presidente do Panamá, na qual Lula enfatizou que, em um dos momentos mais críticos da história da região, as tentativas de restaurar antigas hegemonias colocam em choque a liberdade e autodeterminação dos povos. Ele alertou que ameaças de ingerências pressionam instituições democráticas e comprometem a construção de um continente integrado e autônomo.
Durante a reunião, Lula e o presidente panamenho discutiram oportunidades de negócios, especialmente nas áreas de turismo e infraestrutura portuária. O líder panamenho também demonstrou interesse em adquirir aeronaves da Embraer. Além disso, Lula reforçou os convites para a COP 30, que será realizada em Belém em novembro, buscando articular um mecanismo para que países mais ricos ajudem a financiar a preservação das florestas.
Com um superávit de US$ 934,1 milhões na corrente de comércio entre Brasil e Panamá em 2024, as exportações brasileiras têm se concentrado em petróleo e produtos manufaturados. O governo brasileiro está otimista quanto à resolução de problemas relacionados à hospedagem durante a COP 30, visando garantir uma boa representatividade no evento internacional.