O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (28) que o comércio internacional é frequentemente usado como um instrumento de coerção. A declaração foi feita durante uma agenda no Palácio do Planalto ao lado do presidente do Panamá, José María Molino, que é o terceiro líder recebido por Lula neste mês, após os presidentes do Equador e da Nigéria. As visitas foram agendadas antes do recente aumento de tarifas comerciais, que impactou os produtos brasileiros em 50% desde 6 de agosto, em meio à guerra comercial promovida pelo governo dos EUA.
Durante a reunião, Lula e Molino discutiram oportunidades de negócios, incluindo investimentos em turismo e infraestrutura portuária no Panamá. O presidente panamenho também demonstrou interesse na aquisição de aeronaves da Embraer. Além disso, Lula aproveitou a oportunidade para reforçar os convites para a COP 30, que será realizada em Belém em novembro, onde o Brasil busca articular um mecanismo para que países mais ricos ajudem a financiar a preservação das florestas.
Com um superávit de US$ 934,1 milhões na corrente de comércio entre Brasil e Panamá em 2024, as exportações brasileiras têm se concentrado em petróleo e produtos manufaturados. A poucos meses da COP 30, o governo brasileiro enfrenta desafios relacionados aos altos custos de hospedagem em Belém, mas acredita que conseguirá garantir uma boa representatividade na conferência internacional.