Na quinta-feira, o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., declarou que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) deve cumprir as diretrizes do presidente Donald Trump. A afirmação veio um dia após a Casa Branca demitir a diretora da agência, Susan Monarez, que se recusou a renunciar, e após a saída de outros funcionários de alto escalão. A Casa Branca alegou que Monarez não estava alinhada com a agenda do governo, que visa ‘Tornar a América Saudável Novamente’.
A demissão de Monarez e as saídas de outros altos funcionários ocorreram em um contexto de crescente desinformação sobre saúde, especialmente em relação às vacinas. Os advogados de Monarez contestaram a legalidade da demissão, afirmando que ela continua no cargo. Além disso, Kennedy tem promovido mudanças radicais nas políticas de vacinação desde sua posse, substituindo membros do painel consultivo por ativistas antivacinas.
As implicações dessa reviravolta na liderança do CDC são significativas, pois a agência desempenha um papel crucial na saúde pública e na resposta a surtos de doenças. A mudança ocorre em um momento em que o CDC enfrenta críticas por suas recomendações sobre vacinas e sua abordagem à pandemia de Covid-19. A aprovação recente de vacinas atualizadas pela FDA também destaca a necessidade de uma liderança forte e alinhada com as ambições do governo para enfrentar os desafios de saúde pública.