A Justiça da Itália decidiu nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, manter a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A Corte de Apelações de Roma negou pela segunda vez o pedido da defesa para que a congressista aguardasse em liberdade ou em prisão domiciliar enquanto o pedido de extradição ao Brasil é analisado, alegando um “grau máximo” de risco de fuga. O documento assinado pelos juízes destaca que Zambelli entrou no território italiano um dia após sua condenação no Brasil e já havia declarado desconfiança em relação à Justiça brasileira.
As autoridades italianas encontraram a deputada escondida em Roma, e a decisão judicial menciona suas declarações à imprensa local, nas quais afirmou que mudaria de endereço para evitar ser descoberta. A defesa da congressista anunciou que recorrerá da sentença na instância máxima da Justiça italiana. Além disso, a Corte analisou laudos médicos que indicam que Zambelli possui condições de permanecer presa, apesar de alegar ter “adoecimentos psiquiátricos e neurológicos graves”.
Zambelli foi condenada em maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após deixar o Brasil em junho, ela foi considerada foragida e teve seu nome incluído na lista vermelha da Interpol. Agora, as autoridades italianas analisam o pedido de extradição enviado pelo Brasil, que pode resultar em seu retorno para cumprir a pena.