Jorge Luiz, de 26 anos, deixou a prisão na quarta-feira (27) após quase seis anos encarcerado por um crime que não cometeu. Ele foi recebido por familiares e amigos, e o reencontro mais esperado foi com seu filho de sete anos, que expressou sua ansiedade pela volta do pai. A liberdade de Jorge foi possível graças à revisão criminal deferida por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Ceará, após a apresentação de novas provas pela Defensoria Pública do Estado (DPCE).
Em setembro de 2018, Jorge foi acusado de estuprar uma adolescente de 17 anos, mas estava em casa no momento do crime, colhendo frutas e trocando mensagens com sua mãe. A condenação ocorreu em 4 de outubro de 2021, mesmo sem evidências concretas, apenas com base na menção do nome “Jorge” pela vítima. A Defensoria conseguiu reunir novos elementos que comprovaram sua inocência, incluindo fotos e mensagens que demonstravam sua localização no momento do crime.
O defensor público Emerson Castelo Branco ressaltou a relevância da decisão judicial, afirmando que a revisão criminal é um dos últimos recursos para corrigir erros judiciais. O pai de Jorge, Silvio, enfatizou a importância da luta da família e do trabalho da Defensoria na conquista da liberdade do filho. O Tribunal de Justiça do Ceará não comentou o caso, que permanece em segredo de justiça.