As importações de petróleo russo pela Índia devem crescer entre 10% e 20% em setembro, conforme revelam fontes do setor. Este aumento ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos, que impuseram tarifas punitivas de 50% sobre as importações indianas, na tentativa de forçar Nova Délhi a interromper suas compras de petróleo da Rússia. A Índia, que se tornou o maior comprador de petróleo russo após as sanções ocidentais, argumenta que as tarifas são parte de uma discussão comercial mais ampla e busca resolver a questão através de negociações diplomáticas.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, está em uma missão para fortalecer laços diplomáticos, incluindo encontros com o presidente russo Vladimir Putin. As autoridades dos EUA criticam a Índia por lucrar com o petróleo russo a preços reduzidos, enquanto a Índia responde acusando o Ocidente de hipocrisia por continuar a comprar produtos russos. Com a Rússia enfrentando dificuldades para manter suas exportações devido a ataques ucranianos a refinarias, a dependência da Índia em relação ao petróleo russo se torna ainda mais significativa para a economia russa.
A expectativa é que as refinarias indianas aumentem suas compras em até 300.000 barris por dia, o que representa cerca de 1,5% da oferta global de petróleo. Essa dinâmica não apenas impacta as receitas do Kremlin, que financiam sua guerra na Ucrânia, mas também coloca a Índia em uma posição delicada nas relações internacionais, especialmente com os Estados Unidos. O cenário atual sugere que a Índia não deve reduzir suas importações russas em volumes significativos, mesmo diante das pressões externas.