O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou positivamente a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), realizada em 28 de agosto de 2025, em dez estados do Brasil. Durante uma coletiva de imprensa, Haddad, acompanhado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou que a investigação apura transações que somam R$ 52 bilhões em quatro anos. A operação visa desmantelar uma rede criminosa que adulterava combustíveis e realizava lavagem de dinheiro, bloqueando mais de 100 imóveis e veículos.
A Operação Carbono Oculto, liderada pelo Ministério Público de São Paulo, e outras ações da Polícia Federal e Receita Federal estão em andamento em estados como São Paulo, Goiás e Paraná. Ao todo, 350 mandados de busca e apreensão foram emitidos contra pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema. O Ministério Público revelou que mais de R$ 7,6 bilhões foram sonegados, enquanto mil postos de combustíveis ligados aos investigados movimentaram quantias significativas entre 2020 e 2024.
As implicações dessa operação são profundas, pois não apenas busca desmantelar uma organização criminosa, mas também serve como um modelo para futuras ações contra o crime organizado no Brasil. A presença de auditores da Receita Federal nas ruas reforça o compromisso do governo em combater a corrupção e a lavagem de dinheiro. A operação demonstra um esforço coordenado entre diferentes instituições para enfrentar crimes que afetam a economia e a segurança pública do país.