As contas do governo brasileiro registraram um déficit primário de R$ 59,12 bilhões em julho de 2025, conforme informado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (30). Este resultado representa uma deterioração significativa em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 9,33 bilhões, e é o segundo pior resultado histórico para julho, perdendo apenas para o rombo de R$ 120,56 bilhões de 2020, que foi impactado por despesas extraordinárias relacionadas à pandemia de Covid-19.
O Tesouro Nacional atribui o forte déficit registrado em julho a diversos fatores, incluindo a concentração no pagamento de despesas judiciais, que somaram R$ 35,6 bilhões no mês passado. Essa situação reflete a pressão sobre as contas públicas e a necessidade de um gerenciamento fiscal mais eficiente. Em 2024, os valores dos precatórios também se concentraram em fevereiro, o que pode indicar um padrão preocupante nas finanças governamentais.
As implicações desse déficit são significativas, pois podem afetar a confiança dos investidores e a capacidade do governo de implementar políticas públicas eficazes. A continuidade desse cenário fiscal pode levar a um aumento da pressão sobre a necessidade de reformas estruturais e ajustes nas contas públicas para garantir a sustentabilidade fiscal a longo prazo.