Uma megaoperação policial contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, deflagrada nesta quinta-feira, 28, resultou em um novo anúncio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o aperto nas regras de controle das fintechs. Essa decisão se assemelha a uma norma anterior que gerou uma crise política no início do ano, quando o governo foi alvo de desinformação sobre uma suposta taxação do Pix. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as fintechs passarão a ter as mesmas obrigações dos grandes bancos na prestação de informações sobre movimentações financeiras.
A operação revelou que criminosos estavam utilizando brechas na fiscalização das fintechs para movimentar dinheiro proveniente de atividades ilícitas. Em resposta, o governo anunciou que as fintechs deverão cumprir requisitos semelhantes aos dos bancos tradicionais, aumentando assim o potencial de atuação da Receita Federal e da Polícia Federal na identificação e combate à lavagem de dinheiro. Essa mudança é vista como uma resposta necessária para fortalecer a regulamentação do setor financeiro.
A crise do Pix, que ocorreu em janeiro deste ano, resultou na revogação de uma norma que exigia das fintechs a prestação de informações sobre transações acima de um determinado valor. A divulgação dessa norma foi manipulada por opositores ao governo, levando a uma onda de desinformação que prejudicou a imagem do governo. Agora, aliados ao governo Lula rebatem as acusações feitas por opositores, ressaltando que as operações recentes evidenciam que o crime organizado se beneficiou da desinformação disseminada nas redes sociais.