Uma megaoperação policial deflagrada nesta quinta-feira em Brasília, voltada para o combate à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, resultou em um novo aperto nas regras para fintechs, anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que essas instituições deverão cumprir as mesmas obrigações de prestação de informações financeiras que os grandes bancos, a partir de sexta-feira. Essa decisão foi impulsionada pela descoberta de que criminosos estavam utilizando brechas na fiscalização das fintechs para movimentar recursos oriundos de atividades ilícitas.
A operação policial revelou uma rede bilionária de lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado, o que reforçou a urgência de um controle mais rigoroso sobre as fintechs. Haddad destacou que a nova norma permitirá à Receita Federal e à Polícia Federal desvendarem esquemas criminosos com maior eficácia. A medida é vista como uma resposta necessária após a crise política gerada no início do ano, quando o governo enfrentou críticas e desinformação sobre uma suposta taxação do Pix.
A revogação anterior de uma norma semelhante, que exigia a prestação de informações sobre movimentações financeiras por parte das fintechs, foi motivada por fake news que alegavam que o governo pretendia taxar transações via Pix. A nova operação e as declarações dos aliados do governo indicam que a gestão Lula busca reverter essa narrativa e fortalecer o combate ao crime organizado, evidenciando a relação entre desinformação e criminalidade financeira.