O governo central do Brasil, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, anunciou um déficit de R$ 59,1 bilhões em julho de 2025. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (28) e ficou acima da mediana das expectativas do mercado, que previa um déficit de R$ 49 bilhões. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o déficit foi de R$ 8,8 bilhões, este é o segundo pior resultado para julho na série histórica ajustada pela inflação.
O desempenho financeiro do governo central em julho foi impactado por um aumento real de 3,9% na receita líquida, mas também por um crescimento expressivo de 28,3% nas despesas totais. Esses números levantam questões sobre a capacidade do governo em controlar os gastos e manter a saúde fiscal em meio a um cenário econômico desafiador. A situação se torna ainda mais crítica considerando que a taxa de juros real no Brasil é uma das mais altas do mundo.
As implicações desse déficit podem ser significativas para a política econômica do país, especialmente em um contexto onde a confiança dos investidores e a estabilidade fiscal são cruciais. O governo precisará implementar medidas eficazes para conter as despesas e estimular a receita, a fim de evitar uma deterioração adicional das contas públicas e garantir a sustentabilidade fiscal a longo prazo.