O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciaram uma das maiores operações da história contra o crime organizado, resultando no bloqueio de R$ 1,2 bilhão em ativos. A ação, que mobilizou a Polícia Federal (PF), a Receita Federal e outros órgãos, teve como alvo a infiltração de organizações criminosas no mercado legal, especialmente no setor de combustíveis. Denominada Operação Carbono Oculto, a operação visa desmantelar um esquema de fraudes fiscais e sonegação. Paralelamente, a Operação Quasar foca em desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro. As investigações revelaram que o grupo utilizava um esquema sofisticado, utilizando fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita. Lewandowski destacou que o crime organizado tem migrado da ilegalidade para o mercado legal e que o combate a esse fenômeno exige uma ação integrada de múltiplos órgãos governamentais. A operação se estendeu por mais de 10 Estados e é resultado de um núcleo de combate ao crime organizado criado pelo governo federal. A Justiça Federal autorizou o sequestro integral dos fundos de investimento usados no esquema e o bloqueio de R$ 1,2 bilhão, correspondente às autuações fiscais já realizadas. O sigilo bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas também foi quebrado para dar prosseguimento às investigações. Para o ministro, o sucesso da operação demonstra a importância da atuação conjunta das forças de segurança e reforça a necessidade de institucionalizar essa cooperação por meio da PEC da Segurança que tramita no Congresso.