A Prefeitura de Goiânia publicou, na edição do Diário Oficial do Município (DOM) desta quinta-feira, 28 de agosto, a rescisão unilateral dos três convênios firmados com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc). A medida, que passa a valer a partir desta sexta-feira, 29, afeta a gestão das maternidades Nascer Cidadão, Dona Iris e Municipal Célia Câmara. O secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Machado Pellizzer, fundamentou a decisão nos artigos 78 e 79 da Lei nº 8.666/1993, que regula licitações e contratos, além de parecer jurídico da Advocacia Setorial da pasta.
Com o término dos convênios, novas organizações sociais assumirão a administração das maternidades. O Instituto Patris, do Mato Grosso, gerenciará o Hospital e Maternidade Dona Iris com um repasse total de R$ 16,7 milhões. A Sociedade Beneficente São José, de São Paulo, ficará responsável pelo Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara, recebendo R$ 15,3 milhões. Por sua vez, a Associação Hospital Beneficente do Brasil gerenciará a Maternidade Nascer Cidadão com um contrato de R$ 5,9 milhões. O custo mensal para manter as três unidades será de R$ 12,6 milhões.
A mudança na gestão ocorre em meio a uma crise nos hospitais, marcada por interrupções nos atendimentos. Em 2024, atrasos nos repasses da Secretaria Municipal de Saúde para a Fundahc culminaram em sérios problemas operacionais. O ponto crítico foi em julho, quando os partos foram suspensos no Célia Câmara devido à falta de pagamento aos anestesiologistas. As demais unidades também restringiram atendimentos apenas a casos de urgência e emergência, evidenciando a necessidade urgente de melhorias na gestão hospitalar.