Em Uiramutã, Roraima, a migração de garimpeiros expulsos da Terra Indígena Yanomami tem gerado sérios danos ambientais. A extração clandestina de ouro e diamante transformou a cachoeira do Urucá, antes famosa por suas águas cristalinas, em uma poça de lama. Comunidades indígenas denunciam a poluição das águas e o aliciamento de jovens por garimpeiros, que frequentemente guardam armas em acampamentos improvisados.
Os garimpeiros utilizam maquinários pesados para a extração ilegal, e a presença de “olheiros” que alertam sobre operações de fiscalização tem dificultado a ação das autoridades. Os impactos vão além da degradação ambiental, afetando a saúde e a cultura dos povos indígenas locais, que enfrentam o aumento do consumo de drogas e o assédio sexual. A situação se agrava com a proximidade da fronteira com a Guiana, facilitando a entrada de novos garimpeiros.
As autoridades locais afirmam atuar para garantir a segurança pública, mas a eficácia das operações é questionada devido à rápida adaptação dos garimpeiros. A comunidade indígena clama por ações mais efetivas para proteger seu modo de vida e o meio ambiente, antes que a situação se torne irreversível, como já ocorreu em outras regiões do país.