O governo francês convocou, nesta segunda-feira (24/8), o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, para prestar esclarecimentos sobre uma carta enviada ao presidente Emmanuel Macron. Na mensagem, Kushner criticou as ações do líder francês no combate ao antissemitismo, manifestando preocupação com o aumento da violência contra judeus na França e acusando o governo de falhar em suas responsabilidades. O Ministério das Relações Exteriores da França respondeu às acusações, classificando-as como inaceitáveis e uma violação do direito internacional, especialmente o princípio de não interferência em assuntos internos dos Estados.
A tensão entre França e Estados Unidos aumentou após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticar Macron por supostamente “alimentar o fogo antissemita” no país. Netanyahu pediu a Macron que tomasse medidas concretas antes do Ano Novo Judaico, em 23 de setembro de 2025, data que coincide com o último dia da Assembleia Geral das Nações Unidas. O primeiro-ministro israelense atribuiu o crescimento do antissemitismo na Europa às declarações de Macron sobre Israel e o reconhecimento da Palestina.
As declarações de Kushner e Netanyahu refletem um clima de crescente tensão nas relações internacionais, especialmente no que diz respeito à segurança da comunidade judaica na Europa. O aumento das agressões e vandalismos contra judeus na França e em outros países europeus levanta preocupações sobre a eficácia das políticas de combate ao antissemitismo e a necessidade de um diálogo mais construtivo entre as nações envolvidas.