Curtis Windom, condenado por triplo homicídio em 1992, foi executado na Flórida na quinta-feira, elevando o total de execuções no estado para 11 em 2025. Windom, de 59 anos, foi sentenciado pela morte de sua namorada Valerie Davis, sua mãe Mary Lubin e um amigo, Johnnie Lee, que lhe devia $2.000. A execução ocorreu às 18h17 no Presídio Estadual da Flórida, onde Windom recebeu a injeção letal após uma longa batalha legal que culminou na rejeição de seu último apelo pelo Supremo Tribunal dos EUA.
O caso de Windom destaca as complexidades emocionais em torno da pena de morte. Enquanto a irmã de Davis, Kemene Hunter, expressou um sentimento de fechamento após 33 anos, outros familiares das vítimas também manifestaram amor e perdão por Windom, desafiando a narrativa comum sobre a justiça. A execução foi criticada por ativistas que argumentam que a verdadeira cura não vem da pena capital, mas sim do diálogo e da reconciliação.
A Flórida continua a liderar o país em execuções este ano, com um total de 12 programadas até setembro. O governador Ron DeSantis tem assinado várias ordens de execução, gerando debates acalorados sobre a eficácia e a moralidade da pena de morte. A execução de Windom não apenas marca um ponto na história da justiça penal da Flórida, mas também levanta questões sobre o impacto emocional nas famílias envolvidas e o futuro da pena capital nos Estados Unidos.