Lorran e Matheus Gonçalves, joias da base do Flamengo, estão de saída do clube carioca. A diretoria rubro-negra confirmou a venda de Matheus para o Al-Ahli, da Arábia Saudita, por 8 milhões de euros, enquanto Lorran será emprestado ao Pisa, da Itália, com uma cláusula que obriga a compra após uma temporada. Essas movimentações ocorrem em meio à intensa concorrência no elenco do Flamengo, que conta com jogadores experientes em todas as posições, dificultando a ascensão dos jovens talentos.
As saídas de Lorran e Matheus Gonçalves refletem não apenas a falta de espaço no time principal, mas também falhas na formação dos jogadores nas categorias de base. Enquanto Lorran perdeu espaço sob o comando de Filipe Luís e foi rebaixado para o sub-20, Matheus não conseguiu se destacar durante seu empréstimo ao Red Bull Bragantino. A pressão por resultados imediatos e a ambição do Flamengo em vencer todos os campeonatos também contribuem para essas decisões.
As negociações levantam questões sobre o desenvolvimento de jovens talentos no Flamengo e a eficácia da formação na base. O clube reconhece que houve erros na preparação de Lorran, que não se adaptou às exigências do futebol profissional. Com a saída de ambos os jogadores, o Flamengo busca reavaliar sua estratégia de formação e garantir que futuros talentos tenham as oportunidades necessárias para brilhar no cenário nacional e internacional.