Nesta quinta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi palco de uma cerimônia significativa, onde familiares de 63 vítimas da ditadura militar brasileira (1964-1985) receberam atestados de óbito retificados. Os novos documentos reconhecem as mortes como ‘não naturais, violentas e causadas pelo Estado’, um passo importante na busca por justiça e reconhecimento das atrocidades cometidas durante o regime.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, enfatizou que o evento carrega simbolismos profundos, ressaltando que a repressão vitimou diversos setores da sociedade que se opuseram ao regime. Ela afirmou que a retificação dos atestados é parte de um processo de cura social e que a defesa da democracia é essencial para garantir a dignidade humana.
Além disso, a presidente da comissão de mortos e desaparecidos políticos, Eugênia Gonzaga, lembrou que muitos dos falecidos tiveram suas causas de morte falsificadas. O evento também foi marcado por testemunhos emocionantes de familiares que, apesar da dor, reafirmaram a importância de continuar lutando pela memória e pelos direitos humanos no Brasil.