A Justiça de Goiás acolheu uma ação do Ministério Público (MPGO) e tornou réu o ex-prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, por improbidade administrativa. Além dele, também foram tornados réus o ex-secretário Denes Pereira e o ex-controlador-geral Gustavo Cruvinel. A ação aponta que os réus descumpriram compromissos com o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM), especialmente no que diz respeito ao repasse de informações sobre a folha de pagamento e atos de pessoal entre 2021 e abril de 2024.
O MPGO alega que houve omissão no envio das informações ao TCM, violando um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) firmado com a instituição. Relatórios do TCM indicam um reiterado descumprimento das obrigações, mesmo após prazos prorrogados, comprometendo a transparência e o controle externo da gestão. A juíza Simone Monteiro, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal, ressaltou a clareza dos fatos apresentados na petição inicial e a presença de elementos que indicam a plausibilidade das irregularidades.
As implicações dessa decisão podem ser severas para Rogério Cruz e seus ex-auxiliares, uma vez que a improbidade administrativa pode resultar em sanções legais significativas. A situação levanta questões sobre a responsabilidade na gestão pública e a necessidade de maior transparência nas ações governamentais. O desdobramento desse caso poderá influenciar futuras ações do MPGO em relação a outros gestores públicos.