Os Estados Unidos intensificaram sua ofensiva contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, ao deslocar três destróieres da Marinha americana para o sul do Caribe, próximos ao litoral venezuelano. Esta operação mobiliza mais de 4 mil militares e representa um novo estágio de tensão entre Washington e Caracas, com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmando que os EUA usarão ‘toda a força’ contra o governo chavista. Além disso, o Departamento de Justiça anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro, um valor superior ao oferecido por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro.
Os destróieres enviados — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — pertencem à classe Arleigh Burke e estão equipados com o sistema de combate Aegis, que permite monitorar e controlar mais de 100 alvos simultaneamente em um raio de 190 km. Esses navios têm capacidade para disparar mísseis Tomahawk de longo alcance e realizar ataques aéreos, navais e terrestres. Embora a localização exata dos navios não tenha sido divulgada, a movimentação teria começado na segunda-feira (18) e deve durar pelo menos 36 horas.
A justificativa oficial dos EUA para essa ação é o combate ao narcotráfico, com Maduro sendo formalmente acusado de narcoterrorismo desde 2020. Em resposta à escalada americana, Maduro anunciou a ativação de um plano especial de defesa com a mobilização de 4,5 milhões de milicianos. Essa movimentação militar dos EUA ocorre em meio ao endurecimento do discurso de Donald Trump contra governos aliados de regimes autoritários na América Latina, aumentando a tensão diplomática na região.