Os Estados Unidos iniciaram, em 29 de setembro, a aplicação de uma nova regra que revoga a isenção tarifária para pacotes de baixo valor, conhecida como ‘de minimis’. Essa mudança, que estava em vigor desde a década de 1930, visa aumentar a arrecadação do governo e combater a concorrência desleal enfrentada por pequenos negócios locais, especialmente no que diz respeito a produtos oriundos da China. A medida representa um desafio significativo para o comércio eletrônico global, já que o número de pacotes isentos que entravam no país caiu drasticamente, passando de cerca de 4 milhões por dia para aproximadamente 1 milhão.
A decisão foi impulsionada por preocupações sobre a entrada de produtos potencialmente perigosos e a necessidade de regulamentar um fluxo crescente de encomendas. Desde 2016, o limite para isenção era de US$ 800, mas com o aumento do volume de pacotes — que chegou a quase 1,4 bilhão em 2024 — as autoridades americanas decidiram agir. O impacto imediato é sentido por empresas que dependem do comércio internacional, com muitos vendedores enfrentando custos adicionais e complicações logísticas.
Além disso, a nova regra pode servir como um modelo para outros países, como a União Europeia e o Reino Unido, que estão considerando mudanças semelhantes em suas políticas tarifárias. Enquanto alguns comerciantes locais celebram a medida como uma oportunidade para recuperar vendas perdidas, o cenário para pequenas e médias empresas exportadoras se torna mais desafiador. A implementação da nova regra está sendo monitorada de perto por transportadoras e agências postais internacionais, que enfrentam incertezas sobre as exigências documentais e tarifárias.