A construção da estação Gávea do metrô do Rio de Janeiro, que ficou paralisada por quase uma década, foi finalmente liberada para prosseguir. Desde 2016, quando o Tribunal de Contas do Estado suspendeu os pagamentos e as obras devido a suspeitas de superfaturamento, o canteiro se tornou um símbolo de desperdício e risco. Em 2017, para estabilizar o terreno e evitar um colapso, a cratera foi inundada com água equivalente a 24 piscinas olímpicas, uma medida necessária para proteger 14 condomínios residenciais, o campus da PUC-Rio e o Planetário, além da ligação entre Lagoa e São Conrado/Barra.
A solução hidráulica implementada tinha um prazo de validade e, com o risco geotécnico aumentando a partir do fim de 2026, a retomada das obras é essencial. A liberação da estação Gávea não apenas representa um avanço na infraestrutura do transporte público carioca, mas também alivia preocupações sobre a segurança das áreas adjacentes. O sucesso dessa obra pode ser um passo importante para melhorar a mobilidade urbana na cidade e restaurar a confiança nas obras públicas.
Com a retomada das obras, espera-se que o metrô do Rio de Janeiro possa atender melhor à demanda crescente por transporte público eficiente. A conclusão da estação Gávea poderá contribuir significativamente para a integração do sistema metroviário na cidade, além de minimizar os riscos geotécnicos que ameaçam a segurança das comunidades vizinhas. O desdobramento dessa situação será observado de perto por autoridades e cidadãos.