Enchentes devastadoras submergiram mais de 1.600 vilarejos na província de Punjab, no Paquistão, matando pelo menos 17 pessoas e impactando mais de 1 milhão, informou a autoridade local para desastres nesta quinta-feira (28). O diretor-geral da Autoridade de Gestão de Desastres da Província, Irfan Ali Khan, confirmou que o número de mortes se deve a “vários acidentes durante esse período, incluindo afogamentos”. As autoridades paquistanesas relataram que mais de 1 milhão de pessoas foram retiradas de suas casas na província, à medida que as piores enchentes em quatro décadas causaram estragos em centenas de vilarejos e submergiram plantações vitais de grãos.
As chuvas torrenciais de monções e a liberação de excesso de água das represas indianas aumentaram o volume dos rios que correm para a província, forçando as autoridades a romperem diques em alguns locais. Moradores de vilarejos como Qadirabad enfrentaram águas até o peito após o transbordamento do rio Chenab. A situação se agravou devido à liberação de água nos rios Ravi, Sutlej e Chenab, proveniente das represas indianas, que estavam cheias. A Índia emitiu três alertas de enchente ao Paquistão esta semana, classificando-os como uma medida humanitária.
Ambos os países enfrentam uma intensa temporada de monções, que desencadeou enchentes repentinas. Pelo menos 60 pessoas morreram este mês na Caxemira indiana, enquanto o número total de mortos no Paquistão desde o final de junho já ultrapassa 800. As autoridades paquistanesas agora enfrentam um desafio humanitário significativo, com a necessidade urgente de assistência para os deslocados e a recuperação das plantações submersas, essenciais para a segurança alimentar do país.