Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PL-SP e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer seu mandato a partir dos Estados Unidos. Desde o final de fevereiro, Eduardo está no país, onde alega sofrer perseguição política e jurídica no Brasil. Ele busca influenciar o governo de Donald Trump em relação ao julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado, enquanto enfrenta investigações por coação de autoridades.
A solicitação de Eduardo para um mandato remoto ocorre em um contexto de tensões políticas, onde ele tem se reunido com representantes do governo americano. O deputado argumenta que a Câmara deve adotar flexibilizações semelhantes às implementadas durante a pandemia da Covid-19. No entanto, Hugo Motta já deixou claro que não há previsão regimental para o exercício do mandato à distância, tratando Eduardo como qualquer outro parlamentar.
As implicações dessa situação são significativas, pois Eduardo Bolsonaro tenta evitar a perda do mandato devido a faltas injustificadas. A pressão sobre Motta para flexibilizar as regras da Câmara não avançou, e a investigação em curso pode afetar tanto a carreira política de Eduardo quanto a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. A situação continua a se desenrolar, com desdobramentos que podem impactar o cenário político brasileiro e suas relações internacionais.