O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer seu mandato no exterior, especificamente nos Estados Unidos, onde está desde o fim de fevereiro. Ele afirma sofrer perseguição política e jurídica no Brasil e busca influenciar o governo americano em relação ao julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. Desde o retorno do recesso parlamentar em agosto, Eduardo tem registrado faltas injustificadas na Câmara, levantando preocupações sobre sua permanência no cargo.
Em um ofício enviado a Motta, Eduardo argumenta que a Câmara deve criar mecanismos para permitir o exercício remoto do mandato, citando flexibilizações adotadas durante a pandemia da Covid-19. Ele defende que sua permanência nos EUA é forçada devido a temores de punições legais e afirma que tem exercido funções parlamentares em agendas no exterior. No entanto, Motta já deixou claro que não há previsão regimental para mandatos à distância e que tratará Eduardo como qualquer outro parlamentar.
A situação de Eduardo Bolsonaro levanta questões sobre a legalidade e a ética do exercício do mandato fora do país, especialmente em um momento de crise institucional no Brasil. Enquanto aliados tentam mudar as regras para evitar que ele perca o cargo por faltas, a resistência de Motta pode complicar ainda mais a situação do deputado. Eduardo participou recentemente de uma audiência remota na Câmara, onde defendeu a aprovação de um perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF.